A empresa japonesa Pioneer, líder global em som automotivo, anunciou o encerramento de suas operações no Polo Industrial de Manaus após 16 anos de atuação na capital amazonense. A decisão, tomada por investidores no Japão, impactará diretamente mais de 140 funcionários.
O anúncio foi feito durante uma reunião no dia 16 de janeiro, quando a diretoria da empresa comunicou o fechamento ao Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal-AM).
Segundo o Superintendente da Zona Franca de Manaus (ZFM), Bosco Saraiva, a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) visitará a fábrica na próxima semana para entender os detalhes da saída da empresa. “A informação que temos é a de que o encerramento das atividades se deu por decisão de investidores do Japão”, afirmou Saraiva.
A Pioneer, instalada em Manaus desde 2008, é reconhecida mundialmente por seus sistemas de áudio de alta performance e alto-falantes automotivos. O fechamento da unidade representa um duro golpe para o setor industrial da região, que depende fortemente de empresas internacionais para gerar empregos e movimentar a economia local.
Impacto nas demissões e reação do sindicato
O presidente do Sindmetal-AM, Valdemir Santana, já acionou o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e a Suframa para negociar o futuro dos 149 funcionários afetados. Santana criticou a falta de transparência da empresa e afirmou que o sindicato não permitirá que os trabalhadores fiquem desamparados.
“Nós não vamos aceitar esse tipo de coisa errada. Eles ganham incentivo fiscal e agora vão deixar a ver navios? Não, não vão deixar, o sindicato não vai permitir”, declarou Santana.
A secretária-geral do Sindmetal-AM, Dulce Sena, confirmou que as atividades da fábrica devem ser encerradas nos próximos dois meses. “Este é um momento de grande desafio, mas estamos comprometidos em apoiar os trabalhadores e buscar alternativas para minimizar os impactos”, afirmou Dulce.
Busca por soluções e proteção dos direitos trabalhistas
Apesar de a decisão da Pioneer ainda não estar oficializada, o sindicato já está mobilizado para garantir que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados. Entre as medidas em discussão estão a busca por indenizações justas e a possibilidade de realocação dos funcionários em outras empresas do Polo Industrial de Manaus.
O fechamento da Pioneer em Manaus levanta questões sobre a atração e retenção de investimentos estrangeiros na região, especialmente em um momento de incertezas econômicas globais. A Zona Franca de Manaus, que oferece incentivos fiscais para empresas, agora enfrenta o desafio de manter sua relevância como polo industrial estratégico no Brasil.

