Olá a todos, durante anos acompanho a evolução das centrais multimídia baseadas em Android, tenho alguns posts sobre o assunto, mas achei necessário atualizar tendo em vista o lançamento de novas versões e tecnologias. A central multimídia Android já vale a pena?

Voltando ao Android 2.3

Desde que eu escrevi um post em 2015 explicando os motivos de que eu não aprovo centrais multimídia com Sistema Operacional Android pouca coisa mudou.

Além de pouca memória o poder de processamento era limitado. Muitos modelos compartilhavam processadores originalmente desenvolvidos para Windows CE.

Para quem tem curiosidade, segue o post em que eu comento, principalmente, as centrais Winca S150

https://www.reiaudio.com.br/os-problemas-de-centrais-multimidia-com-android/

Com o seu lançamento datado no final de 2010, o Android 2.3 ou melhor, Gingerbread, esta totalmente em desuso, dificilmente algum aplicativo funcionará o tornando totalmente obsoleto, mas por incrível que pareça tenho clientes que compraram esse produto novo, um estoque um pouco antigo.

Divulgação de Smartphone com Android Gingerbread

Entendendo as atualizações do Android

Muito se fala, hoje em dia, sobre atualizações. Há uma procura quase que diária de pessoas tentando atualizar seu dispositivo, mesmo esse funcionando corretamente. Mesmo explicando que atualizações não corrigem defeitos de hardware muitos insistem.

Vamos usar como exemplo, seu Smartphone. Perceba uma coisa, raramente haverá a atualização de sistema operacional na qual ele foi originalmente projetado, se ele foi feito para ser usado com o Android 6.0 dificilmente funcionará corretamente com o 7.0. Mesmo quando há esse tipo de “atualização” a versão sempre será “capada” ou seja, perderá algumas funcionalidades ou seu desempenho será menor.

Mas sempre vou ver a seguinte frase, “mas depois da atualização o telefone ficou mais rápido”. Talvez, mas experimente efetuar alguma limpeza de arquivos que o resultado poderá ser o mesmo.

Mas e na Central Multimídia?

Na central multimídia a analogia explicada acima exemplifica o seu funcionamento. Não há como ter uma atualização efetiva de software sem que o hardware acompanhe. Veja esse documento da Google, desenvolvedora do Android.

https://source.android.com/compatibility/2.3/android-2.3-cdd.pdf

Item 7.6.1

Apesar deles informarem que o minimo de memória para essa versão seja de 128mb, a recomendação é de 1gb. (na Winca S150 era de 512mb)

Na versão posterior, a 4.0 (Ice Cream Sandwich) o minimo salta para 350mb, permanecendo a recomendação de 1gb.

Quando a versão 4.4 (KitKat) foi lançada o minimo foi de 512mb com possibilidade de uso de 1gb mas com recomendação de 2gb.

https://source.android.com/compatibility/4.0/android-4.0-cdd.pdf

https://source.android.com/compatibility/4.4/android-4.4-cdd.pdf

Não encontrei dados sobre processamento minimo ou a necessidade de múltiplos núcleos.

O mesmo vale para versões mais novas, 6, 7 e a 8. Não compre um produto pensando em atualizar para um Android mais novo, para não dizer impossível, dificilmente algum fabricante de central multimídia fará.

Atualizações de Bugs

Essa é a parte mais importante, sempre quando há uma nova versão de Android, há também a possibilidade de novos “bugs” e incompatibilidades, ou seja, problemas. Podem existir duas empresas responsáveis pelo problema, uma é a Google, desenvolvedora do Android e a outra é o fabricante do seu aparelho.

Vamos para mais um exemplo, meu Smartphone estava com um problema na recepção de dados do GPS, depois de algum tempo a precisão era ruim ou nula. Ao buscar no Google vi que não era o único em alguns fóruns falavam sobre uma “patch” da Samsung, verifiquei no meu celular e vi que as atualizações estavam desabilitadas, habilitei e na hora apareceu essa atualização. Baixou e instalou e o problema foi resolvido.

No caso acima quem atualizou foi a Samsung.

Divulgação de Smartphone com Android Oreo

Outro Caso

No passado eu tinha um Motorola Moto G2, queridíssimo com Android puro. O touch screen, depois de uma atualização, ficou péssimo com funcionamento muito estranho. Isso pendurou por semanas até que a Google lançou uma atualização que corrigiu o problema.

Nesse caso foi a Google, ou seja, Android.

Agora pense no seguinte, se a sua central multimídia apresentar algum bug de software, a quem vai recorrer?

 

Mas a central multimídia Android vale a pena?

Para não estender ainda mais o post e por ser um pouco difícil resumir, pense no seguinte:

Se a sua intenção é ter os últimos aplicativos, sim vale.

Mas se quer algo prático, com inicio rápido, poucos bugs e funcionamento perfeito. Ainda prefiro central baseada no finado Windows CE.

Nos produtos mais atuais a “moda” agora é a utilização de Linux, um conceito de código aberto igual ao Android e que possui a cooperação de grandes empresas.

https://www.automotivelinux.org/

Integração de software e hardware que vai além do entretenimento e o melhor, foi projetado para isso, não é uma adaptação igual ao Android em centrais multimídias.

Uma última observação, muita gente acha que um novo Android trará um hardware mais moderno, em partes é verdade, mas o que vejo são aparelhos com processador e memória compatíveis e periféricos antigos, por exemplo, receptor bluetooth, saídas de áudio, processadores de áudio, etc. 

De nada adianta ter uma central com Android Oreo se o hardware dos periféricos é de 2010.

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